Cala

boca cala e minha alma cela o desespero
medo e devaneio do que não mais me procurará
sinto nesta alma solta destempero
fino gelo nas suas palavras não mais me alimentará

Deixa o tempo passar e prescrever sua hora
Diz quanto tempo o tempo leva pra levar o tempo embora

sua boca rara foge, finge que nao sabe e sofre
de palavras não tão certas de outrora

Há forte senso neste corpo denso que não cansa
este corpo nunca inerte sente mas não sede
Desafia a dor do nada belo trato recebido
sente a sede da saudade que não se mede

Uma Alma q não despreende da saudade
e da esperança a muito incrustada
sobrevive as dores das derrotas
e reaprende a cada dia renovado

[Meu por mim mesmo]

Publicado em [meu por mim mesmo] | Deixe um comentário

Antitese

Sou a antítese de mim mesmo. Aquilo que me diferencia é o que me escraviza!

Publicado em inside | Deixe um comentário

Laço

“Meu Deus! Como é engraçado.
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço.
Uma fita dando voltas. Enrosca-se, mas não embola.
Vira, revira, circula e pronto, está dado o laço.
É assim que é o abraço (…)
Ah, então é assim o amor, a amizade, tudo que é sentimento.
Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas não pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga então se diz: romperam-se os laços.
Então o amor, a amizade são isso.
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.”

[Mario Quintana]

Publicado em inside | Deixe um comentário

Se eu morrer antes de você…

“(…)Vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e morramos como quem soube viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Eu não vou estranhar o céu, porque ser seu amigo, já é um pedaço dele”
[CX]

Publicado em inside | Deixe um comentário

Algemas

Intenso como o frio denso de meus pensamentos.
Fujo de um sussurro cansado de repetidos pensares.
Pesam os quereres e cessam as vontades.
Sou o que SOU, essa dicotomia surrada.
Vou no que quero acreditar,
mas embaraçado em minhas próprias redias
Traço,
troco,
tranco-me com algemas passadas,
Não quero ser o troco da bala perdida,
o resto mastigado,
mas o todo completo.
com meu esforço compensado.

[meu por mim mesmo]

Publicado em inside | Deixe um comentário

O Grito

Como faço pra gritar sem ser ouvido?
Gritar a raiva contida sem sentido?
Jogar a angustia que insiste em resistir?

Como faço pra conter a desvontade de seguir?
O devaneio em querer o impossível?
O desrespeito contra quem eu deveria apoiar?

Vejo o denso calor aberto
O buraco no peito incerto
O desejo jogado ao leito
O progresso solto ao deserto
Um homem deixado à deriva
Ansioso com sua hora esperada
Com medo em evitar a esquiva
Do fim de uma breve jornada
O grito que sai sem voz,
Um sussurro desorientado
Uma dor sem data de fuga
Uma fuga pouco planejada.

[dysmine]

Publicado em inside | Deixe um comentário

Vazio

Nada, um vazio sucinto num espaço profundo, clareira ampla de um interior sombrio.
Cada pedaço desgastado que sinto, cada força desmistificada que encaro, vejo um raro senso complexo, porém perdido no desconexo conflito. Procuro um conforto cético? Ou assumir um querer vazio?
[dysmine]

Publicado em inside, [Dysmine] | Deixe um comentário